Alguém disse e eu concordo:
"Não comer carne é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza; o homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. "
(Pierre Weil, psicólogo e educador francês, fundador da UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A derrota não foi de Marina...

Definidos os candidatos que vão para o segundo turno, me bateu uma tristeza! Não pela derrota da "mnha" candidata, mas por constatar que - mais uma vez - o povo brasileiro escolheu democraticamente se desviar de um caminho que colocaria esse país entre os que merecem respeito. Não estou falando de crescimento econômico ou dessa pseudoinclusão social que faz as pessoas se sentirem "alguém" porque agora tem um smartphone, deram um tablet para o filho, puseram uma TV de trocentas polegadas na sala de casa... enquanto os filhos continuam tendo um ensino de qualidade mais que inferior, morrendo na fila de pronto-socorros ou sendo seduzidos pelo traficante da esquina e se tornando mais um revendedor de crack. Me assustou durante essa  campanha o teor dos discursos que dividiam os eleitores em dois grupos que deveriam (obrigatoriamente) se enfrentar: o povo "humilde" e a elite "canalha", os pobres sempre "explorados" e os ricos que sempre "se servem" deles. Conheço muitos canalhas pobres (e arrogantes)... e muita gente que teve escola boa, médico particular e comida de qualidade desde criança e não se acha no direito de chegar num hospital gritando com os enfermeiros e ameçando bater no médico - como vi um senhor "humilde" fazer alguns dias atrás enquanto esperava pra ser atendida...
No meu conceito de crescimento e inclusão, dois candidatos disputam o cargo de Presidente do Brasil Onde Eu Espero Morar Um Dia: Marina Silva e Eduardo Jorge. Ela, por ter vivido o que viveu sem se deixar amargar - e sem ficar choramingando pelo que sofreu no passado; Marina me parece preocupada é com o futuro, com o papel decisivo que poderia ter esse nosso país cujos bosques não tem mais tanta vida... Temos commodities bem mais preciosas que os grãos que se multiplicam a cada safra; e elas podem render muito mais que alguns bilhões de dólares - podem render nossa sobrevivência! É desesperador perceber que a maior parte do povo brasileiro insiste em não enxergar isso - afinal o futuro está tão distante... Ooops, e não é que o nível do sistema Cantareira baixou mais ainda?
E Jorge? A primeira vez que vi uma entrevista com ele, lembrei de Don Quixote de la Mancha! Só precisei ouvir duas frases para entender que é um Don Quixote do outro lado do espelho; Jorge não luta contra moinhos de vento, antes quer transformar os moinhos em seus aliados... e quer fazer isso montado numa bicicleta! Como não sonhar com este Cavaleiro da Elegante Figura a nos governar?
Lastimável que não tenhamos mais sonhadores nesse país; mas nem por isso deixarei de sonhar com o dia em que o povo brasileiro sairá dessa cilada de escolher entre "esquerda" e "direita" e entenderá que para ser incluído você não precisa desejar a exclusão do outro. Aliás, o que é "esquerda"? O que é "direita"? Por quê o discurso que eu ouvia na faculdade há mais de três décadas ainda é repetido para cotinuar alimentando essa "luta de classes" patética - que só é interessante para quem se sustenta no poder às custas dela?
Sei que, provavelmente, nem Marina nem Eduardo Jorge lerão esse texto; não faz mal... Me aliviou o coração escrevê-lo - e vou dormir agora com a certeza de contiuar sonhando com florestas e moinhos de vento!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Formação de líderes com Al Gore no Rio de Janeiro!

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira em parceria com o Climate Reality Project, organização criada pelo Prêmio Nobel Al Gore, estará realizando um treinamento para formação de líderes nos dias 4, 5 e 6 de novembro, no Rio de Janeiro. Serão 800 selecionados e você pode se candidatar a uma vaga até 3 de outubro - depois de amanhã! Maiores informações noFace do Projeto Gota d'Água e formulário de inscrição no site do Climate Reality Training.
 É possível reverter as mudanças climáticas, se tivermos mais gente envolvida e buscando informações e soluções!


domingo, 4 de novembro de 2012

Babel - episodio 1

Ontem, fiquei tentada a postar um comentário sobre o equívoco cometido por uma ONG de Poços de Caldas, Minas Gerais, que publicou uma foto de estudantes de veterinária da PUC denunciando supostos maus-tratos; a troca de comentários foi intensa, os alunos indignados se empenhando em esclarecer a situação e, como é praxe nesses casos, insultando os "leigos" que não identificaram na foto o procedimento que estava sendo executado, desqualificando o trabalho da ONG e pedindo providências legais (leia-se processo e pedido de indenização)... A historia não é curta e mais detalhes podem ser encontrados no Face:


Achei melhor só desabafar aqui, no meu espaço. Há algum tempo venho notando a violência com que o tema "direitos animais" é geralmente discutido nas redes sociais; em algumas ocasiões (não nessa, felizmente!), além da violência verbal, alguns comentários e respostas defendem o uso de violência física contra os autores de crueldade e maus-tratos... Como? É isso mesmo que eu entendi? Vamos mostrar a esses "criminosos" que podemos ser tão sádicos, cruéis e desprovidos de compaixão e ética quanto eles...? 

Voltemos à tal foto, que foi a primeira motivação dessa postagem; para cada fato (já disse um sábio chinês ou indiano ou afegão) existem pelo menos três verdades: a que eu disse, a que ele ouviu e a que realmente aconteceu! Alguns pontos me chamaram a atenção:

Primeiro, deve-se admitir que a divulgação da foto foi sim precipitada, devia ter sido alvo de investigação cuidadosa  porque sabemos como isso se espalha na rede e é um caminho sem volta; a reação dos alunos foi perfeitamente compreensível, mas....

Por quê é tão difícil simplesmente argumentar sem ofender, mostrar o seu lado sem desqualificar o outro, exigir retratação sem esquecer que há um ponto em comum nas duas partes em conflito? Ou não estamos todos preocupados em estabelecer condições decentes de vida para os animais nesse planeta?  
Como envolvida na causa, me senti pessoalmente atingida pelo tom de desprezo com que a expressão "leigos" foi usada em diversos comentários... Embora tenha havido, sim, precipitação ao divulgar a tal foto e o comentário que a acompanhou, qualquer um que atue no regate de animais tem muita informação a respeito de procedimentos veterinários (o que não equivale ao conhecimento acadêmico e a capacitação para realizá-los, que só um médico veterinário possui). Já aprendi muito acompanhando amigos e companheiros de resgates com diploma, ao mesmo tempo que dei muitas dicas sobre como dar medicação e se proteger de mordidas e arranhões (ah, os felinos, esses seres adoráveis e traiçoeiros!). Não, queridos estudantes, vocês não habitam um Universo paralelo inacessível aos leigos; e, acreditem, ao longo da vida, pessoal e profissional, ainda vão dizer (e fazer) muitas cagadas - estou usando um termo que um de vocês mesmo usou num comentário ...

A cagada (outra vez!) não apaga todos os resgates, intervenções e adoções já realizadas... nem os que ainda virão. Todo o trabalho deles deve ser desconsiderado, diante da enorme falha cometida?
Vamos admitir que uma simples retratação pelo próprio Face não seja suficiente para acalmar os ofendidos; tem que processar essa ONG, eles tem que sofrer as consequências, tem que aprender... Me parece que alguns botam lenha na fogueira, sem pensar nas consequências das consequências: o que a PUC vai ganhar com tal processo? Vocês conhecem alguma ONG de proteção animal que tenha dinheiro em caixa pra indenizar alguém? O que provavelmente aconteceria é que os animais de Poços sairiam perdendo, já que uma entidade que tem feito um trabalho legal de proteção enfrentaria mais problemas do que já tem... Um rompimento entre a PUC e o pessoal da ONG só diminui as chances deles conseguirem um tratamento digno.

 Não seria o caso de cada uma das partes envolvidas procurar conhecer melhor como funciona o outro lado e mostrar como atua? Novamente me baseio em minha própria experiência: o olhar de um veterinário para o animal que precisa de ajuda não é o mesmo que nós temos; é preciso distanciamento para lidar com a situação e isso não quer dizer que a compaixão não faz parte do pacote. 

Isto não significa, sejamos realistas, que não existam mesmo crueldade, maus-tratos e práticas perfeitamente dispensáveis em instituições de ensino, mas acho que este não foi o caso; talvez os estudantes de veterinária devessem ficar mais atentos aos registros de sua vida acadêmica (o limite entre a alegria e o deboche pode não ficar tão claro para quem vê a foto fora do contexto); talvez os protetores devessem investigar seriamente cada "denúncia" que receberem antes de manifestarem sua indignação a todos os seguidores; muitos 'talvez' e uma conclusão lógica: se todos se dispuserem a conversar, encerrar esse lamentável mal-entendido e trabalhar em parceria, a proteção animal em Poços de Caldas tem tudo pra dar exemplo ao resto do Brasil... e os animais de Poços penhoradamente agradeceriam pelo bom senso dos humanos!

sábado, 14 de abril de 2012

Preparem suas malas... e seus espíritos!!

Começa no dia 07 de junho, aproveitando o feriado de Copus Christi, o ENDA 2012 - Encontro Nacional de Direitos Animais; o evento vai até 10 de junho, domingo, no Parque Ecológico Visão Futuro (Porangaba/SP). Quatro dias de comida vegetariana, intercâmbio de ideias, convivendo com gente que ama e respeita outras espécies... é tudo que eu preciso!! Junte-se aos bons: acesse a página e inscreva-se!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pra quem acha chiquérrimo dormir num travesseiro de plumas!!

Vídeo produzido pela organização espanhola Faada sobre a indústria suja e cruel de penas e plumas...
Antes de comprar seu próximo edredom ou travesseiro, pense bem se ele não foi recheado com dor, sofrimento e desrespeito!
Leia mais no ViSta-se

E a indústria que fornece as plumas para o nosso carnaval não é menos cruel... Será que algum carnavalesco vai ter algum dia a coragem de entrar na avenida usando só materiais sintéticos e a própria criatividade?